Uma pesquisa da Universidade Harvard, conduzida ao longo de 43 anos com mais de 133 mil profissionais de saúde, identificou uma associação entre o consumo de carne processada e o aumento do risco de declínio cognitivo e doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. O estudo foi publicado em 15 de janeiro na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia.
🚨 Carne processada e impacto na saúde cognitiva
De acordo com a pesquisa, participantes que consumiram em média 20 g de carne processada por dia — o equivalente a meia salsicha ou duas fatias de mortadela — apresentaram:
- 13% mais risco de desenvolver demência.
- 14% mais risco de relatar declínio cognitivo subjetivo, com queixas de memória, mas sem prejuízo nos testes neuropsicológicos.
Além disso, para cada porção adicional diária, o envelhecimento cognitivo foi acelerado em até 1,69 anos.
🥩 Carne vermelha e os riscos
Embora o impacto da carne vermelha tenha sido menor, pessoas que consumiam mais de 85 g por dia apresentaram:
- 16% mais risco de declínio cognitivo subjetivo em comparação com quem consumia menos de 0,50 porção diária.
🔍 Metodologia e limitações
Os pesquisadores analisaram fatores como idade, estilo de vida e condições de saúde para minimizar interferências. Contudo, especialistas destacam que o estudo é observacional, ou seja, aponta correlações, mas não estabelece uma relação de causa e efeito.
Outro ponto crítico é que os dados de consumo alimentar e sintomas foram baseados em autorrelatos, sujeitos a imprecisões. Mesmo assim, os resultados corroboram evidências anteriores que associam dietas ricas em gordura saturada, como a carne vermelha, a problemas como diabetes tipo 2 e doenças cardíacas, que afetam diretamente a saúde cerebral.
💡 Recomendações
Segundo especialistas, a melhor abordagem é reduzir o consumo de carne vermelha e, sempre que possível, evitar carnes processadas. Essas medidas podem contribuir para a preservação da saúde cognitiva e a prevenção de doenças ao longo da vida.