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Fome aperta e venezuelanos apelam ao saque

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Com caminhões de entrega sujeitos a constantes ataques, os alimentos na Venezuela agora são transportados sob proteção de guardas armados. Soldados patrulham padarias. A polícia dispara balas de borracha em grupos desesperados que invadem armazéns, farmácias e açougues. Uma menina de 4 anos foi morta a tiros quando gangues lutavam por comida. A fome está convulsionando a Venezuela.

Em Cumaná, berço de um dos heróis da independência, centenas de pessoas invadiram dias atrás um supermercado, gritando que queriam comida e avançando sobre farinha, flocos de milho, sal, açúcar – enfim, tudo que encontravam, deixando para trás geladeiras quebradas e prateleiras reviradas. E mostraram que, mesmo num país com a maior reserva petrolífera do mundo, as pessoas podem se rebelar se faltar comida.

Nos dois últimos meses, mais de 50 saques, protestos e revoltas por alimentos eclodiram na Venezuela. Um grande número de estabelecimentos foi saqueado ou destruído. Ao menos cinco pessoas morreram.

O país busca desesperadamente comer. O colapso econômico dos anos recentes deixou a Venezuela incapaz de produzir alimentos suficientes ou de importar o que precisa. Cidades estão sob vigilância militar em consequência do decreto de emergência do presidente Nicolás Maduro, o homem que Chávez escolheu para dar prosseguimento a sua revolução antes de morrer, três anos atrás.

Economistas dizem que anos de má condução da economia, agravados pelos baixos preços do petróleo, principal fonte de divisas do país, desestruturaram o fornecimento de alimentos. Campos de cana-de-açúcar estão sem cultivo por causa da falta de fertilizantes. Sem uso, máquinas agrícolas enferrujam em fazendas estatais. Produtos básicos como milho e arroz, antes exportados, são agora importados e chegam em quantidades que não suprem a demanda.

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