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A volta da Febre Amarela: porque você deveria ficar preocupado

Erradicada do meio urbano brasileiro desde 1942 e sem números significativos de casos em áreas rurais desde 2009, a febre amarela voltou a trazer preocupações para as autoridades sanitárias do Brasil. O aumento contínuo de casos desde o início do ano fez com que o Estado declarasse, no último dia 12, situação de emergência em saúde pública.

O surto de febre amarela em Minas é no meio rural e não urbano. A doença é habitual em macacos, que a transmitem ao serem picados pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, que residem na mata. Esses mosquitos se contaminam ao picar macacos doentes e, assim, se tornam os vetores da doença, podendo transmiti-la para outros macacos e para humanos. A picada deles, entretanto, acontece apenas em áreas rurais. “As primeiras notificações da doença nos mostram que são casos de pessoas que residem muito perto de áreas de mata.

A chegada da doença em meio urbano, onde ela não circula há mais de 70 anos, poderia ser catastrófica. Nestes ambientes, o transmissor da doença é o popular Aedes aegypti, responsável pela transmissão da zika (que causou uma epidemia de microcefalia), chikungunya e dengue, doenças com surtos frequentes no país, o que mostra que a proliferação deste mosquito está bastante descontrolada. Para que a transmissão urbana da febre amarela ocorra, é preciso que uma pessoa infectada na área rural circule pelo meio urbano e seja picada por um Aedes. O mosquito, então, passaria a contaminar todos que não estejam vacinados ou que não tenham contraído a doença antes, o que já serve como imunização natural.

Não se sabe exatamente o que pode ter causado o atual surto em Minas Gerais, nem o aumento de casos extra-amazônicos da doença no país nos últimos anos.

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